Tragédia na Austrália (2019 e 2020) mata milhões de animais e nos alertam sobre as Mudanças Climáticas

Os incêndios florestais na Austrália nos alertam para a necessidades de acelerarmos os acordos e as medidas contra o aquecimento global. Os animais foram as principais vítimas e várias espécies estão ameaçadas de extinção.
Neste texto vamos falar um pouco destes incêndios, suas relações com as Mudanças Climáticas e os impactos negativos, e até irreversíveis, na fauna local.

O fogo que atingiu a Austrália, causando uma das maiores tragédias, no final de 2019 e início de 2020 é de proporções gigantescas e alcançou um território de 63 mil quilômetros quadrados (mais de 15 milhões de hectares). Já foram registrados mais de 25 mortos e mais de 2000 residências destruídas com milhares de desabrigados.

Imagem de OpenClipart-Vectors por Pixabay

Imagem de OpenClipart-Vectors por Pixabay

Fogo, Fumaça e Ventos

O fogo aconteceu depois de um longo período de estiagem junto com o registro de temperaturas muito elevadas, acima dos 40ºC. Sydney registrou recordes de temperatura, assim como diversas outras cidades. Os ventos fortes ajudaram ao fogo se espalhar e atrapalham muito o combate ao incêndio. Além do fogo, a fumaça se espalhou nas cidades provocando problemas respiratórios, atrapalhando a fuga dos animais e o trabalho das equipes de resgate com a falta de visibilidade.

O fogo da Austrália já ultrapassou os outros incêndios intensos recentes (2019), em área atingida, como o da Amazônia (900 mil hectares) e o da Califórnia (800 mil hectares).

Imagem de skeeze por Pixabay

Os incêndios destas proporções também provocam impactos no ciclo hidrológico e podem afetar o microclima da região e até de toda a região do Oceano Índico.

Mudanças climáticas: qual o relacionamento?

Cientistas de todo o mundo vêm alertando, desde os anos 1970, que a temperatura da Terra aumenta e que a precipitação diminui. Calor e seca são fatores esperados e devem se intensificar nos próximos anos. Características ideiais para o aumento de incêndios florestais. O governo da Austrália foi considerado um dos responsáveis pelos incêndios. A população, acadêmicos e artistas criticam o governo pela falta de compromisso com a questão das Mudanças Climáticas.

Estudos comprovam que o aumento da temperatura da Austrália foi de mais de Um Grau Centígrado desde o início do século XX, sendo que o ritmo de elevação acelerou a partir dos anos 1950, justamente quando o país teve um impulso industrial, aumento do consumo, crescimento das cidades e do uso dos automóveis. Em dezembro de 2019 todos os recordes de temperatura foram registrados em vários cantos da ilha.
Animais: principais vítimas

A Austrália é a maior ilha do mundo e grande parte de seu território é ocupada por desertos e terrenos semiáridos. As florestas representam cerca de 30% da área, sendo tropicais, subtropicais e temperadas. Devido ao isolamento da ilha e a sua formação ser muito antiga, encontramos muitas espécies endêmicas e com características bem diferentes, como os famosos cangurus – símbolo da nação. O território mais atingido pelos incêndios é a Nova Gálea do Sul, onde existem florestas bem preservadas.

Imagem de Pat Josse por Pixabay

Mamíferos, répteis, sapos, pássaros e insetos são os mais vulneráveis.

Os animais foram as principais vítimas dos incêndios na Austrália e populações inteiras foram afetadas, com destaque para o Coalas e Cangurus que só existem lá. Os animais menores e que demoram mais a se locomoverem foram os mais atingidos como insetos e répteis. Estima-se que cerca de 480 milhões de animais, de mais de 30 espécies, podem ter sido vítimas, de acordo com relatório da WWF. Os mamíferos, répteis, sapos, pássaros e insetos são os mais vulneráveis.

Segundo a WWF, a principal causa de morte dos animais não é a queimadura, mas sim a desidratação e a fome, também provocadas pelo fogo e, principalmente, pelas altas temperaturas, o tamanho das chamas, agravados pelo vento.

As estimativas de animais mortos são baseadas em estudos da WWF e da Universidade de Sydney que registraram a quantidade média de mamíferos, pássaros e répteis por hectare e mediram a área afetada diretamente e indiretamente pelo fogo. Alguns cientistas acham que os cálculos subestimaram a realidade, já que o fogo se espalhou numa velocidade maior do que o comum e o número de animais mortos pode ser bem superior. Outros cientistas afirmam que a quantidade de animais sobreviventes, mas com sequelas, é muito maior do que os que perdem a vida.

Risco de extinção de espécies

Especialistas já falam da extinção de várias espécies. Muitos animais, devido à devastação do território, provocada pelo fogo, ficam mais expostos aos predadores. Ocorre também uma transformação total no ciclo de vida regional que pode ser fatal para muitas espécies mais sensíveis.
Equipes de resgate e de combate a incêndios de todos os cantos do mundo se deslocaram para auxiliarem as equipes locais, principalmente da região do Oceano Pacífico e Índico.

O ano de 2019 foi um dos que mais registrou incêndios em toda a história e vem fomentando debates, manifestações e preocupação em todo o mundo. Provocando um aumento da conscientização de que as Mudanças Climáticas é um tema realmente sério e vital para a sobrevivência do planeta. É essencial que cada pessoa assuma a responsabilidade na busca por uma solução.

Muitas entidades estão se mobilizando para ajudar! É fundamental a colaboração de todos. Faça a sua doação!

Escolha uma Organização da sua confiança e doe agora mesmo… A situação é muito grave!

A Cruz Vermelha Internacional é uma instituição reconhecida e confiável…
Click no link

Fonte: BBC World

Gostou do post? Deixe o seu comentário…